O dia amanheceu ensolarado, sem nuvens e com temperatura agradável. Depois do café da manhã pegamos a estrada para chegar até o Reno. Nosso destino foi a cidade de Breisach. Esse era um nome que me era familiar, mas não me lembrava o porquê.
No caminho cruzamos com muitas plantações de morango e com os agricultores fazendo a colheita.
Em Breisach, cidade dominada pela Igreja de São Estevão paramos para tomar café. Já eram 11 da manhã e com o mapa aberto na mesa verificamos nossas alternativas. Como estávamos sempre chegando muito no final da tarde e não aproveitando muito os locais que visitávamos, decidimos ir de trem o restante da viagem.
Dessa forma compramos um bilhete para Baden Baden. Teríamos que fazer duas baldeações, em Freiburg e Offenburg. Freiburg foi a chave para minha memória. Em 2008 quando pedalei de Paris até Istambul passei por aqui. Breisach era uma das cidades que me norteavam naquela época, porém eu tinha decidido cortar o caminho e fui direto a Freiburg. (WWW.expressodoorientedebike.blogspot.com).
Quando tentamos entrar com as bikes no trem em Freiburg, o vagão estava lotado de bikes. Tivemos que nos dividir, eu fui sozinho num vagão e o Flávio e João Armando em outro. Em Offenburg voltamos a nos unir e fomos num único vagão.
Quando chegamos em Baden Banden, por volta das 15 horas, Buscamos o endereço do Hotel e ele apontava uns 5 Km de distância. Achei estranho pois o hotel parecia ser central. Na maioria das cidade alemãs a estação fica no centro da cidade. Aqui não. Sem saber disso tínhamos a impressão de estarmos nos afastando da cidade pois havia muitos bosques no caminho. Fomos perguntando, perguntando e pelo menos sabíamos que estávamos na direção certa.
Num determinado momento apareceu um túnel. Entramos pedalando pela calçada estreita, não tinha mais do que 80 cm de largura. Depois de estar dentro é que percebi que era um túnel com 2.500 m de comprimento.
Foram uns dez minutos de pedalada muito tensas. Alguns carros buzinavam, provavelmente nos avisando que não poderíamos estar ali. Finalmente a luz no fim do túnel. Um velho alemão de dentro do seu carro esbravejava algo que eu não fazia a menor vontade de entender. Não tínhamos atrapalhado ninguém para ouvir aquelas grosserias.
De qualquer forma, em menos de dez minutos estávamos no notel Merkur, um hotel três estrelas superior, muito bonito. (WWW.hotel-mekur.com).
Fomos almoçar e retornamos ao hotel.
As 18 horas me encontrei com um dos donos que me apresentou o hotel. Vale a dica para quem vier por estes lados. O café da manha é ótimo também.
Conversando com ele sobre nossa chegada de bike, ele me perguntou: Eram vocês dentro do túnel? Eu disse que sim. Ele riu e falou que em dez anos nunca tinha visto ninguém pedalar ali dentro. Demos risadas e acabamos tomando um café.
Andamos pela cidade até umas nove da noite e depois formos descansar.
O calor por aqui está alto , mas ainda agradável. Amanhã não pedalaremos, vamos ficar mais uma noite por aqui e faremos uma visita guiada pela cidade.

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