quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia 09 - St. Goar - Colônia

Havia chovido na noite anterior. Pensei que seria mais um dia debaixo de chuva, mas para nossa sorte, um tímido sol se escondia atrás das nuvens. Me despedi do dono do pequeno e agradável hotel. Marx era o seu nome e ele fazia questão de lembrar que era igual ao nome de Karl Marx. Marx era um senho de 70 e poucos anos.

Perguntei a ele há quanto tempo tocava o hotel. Eu imaginava que ouviria algo como meu tatataravô começou aqui e depois foi passando de geração até chegar a ele. Recebi como resposta ^Desde fevereiro deste ano" . Acabou com minha teoria! Ele acrescentou que havia sido engenheiro e que depois da aposentadoria entrou no ramo de restaurantes e que agora ele e sua mulher assumiram aquele hotel.

O café foi um pouco magro comparando com os dos dias anteriores, mas também não estavámos muito preocupados pois iríamos fazer um pedalinho no parque, apenas 37 Km até Koblenz, local onde o rio Reno encontra o rio Mosel. De lá iríamos de barco ou trem até Colônia . Começamos a pedalada por volta das nove da manhã e chegamos ao nosso destino as 12:30.

O encantador cenário do Reno continuava o mesmo, mas nunca monótono, a cada curva do rio, uma pequena vila e um castelo que nos vigiava imponente no alto das encostas.


Aqui dá para sentir claramente o que era a história de reinos que lutavam entre si. Os castelos sofrendo o sítio de um exécito inimigo, Os reis fazendo casamento de conveniência, coisa que´ainda é usada hoje com muita frequencia, para unificar uma região. Pedalar por aqui é viver uma aula de história, no seu ritmo.






Hoje o Flávio acordou com o espírito do Lance Armstrong, hepta campêam do Tour de France. Estava duro conter os seus "sprints" ou disparadas.. Como eu e o João estavámos pedalando para curtir a paisagem, começamos a brincar com ele dizendo, ^Olha, dá uma corrida até a prõxima vila e depois volta para nos encontrar, assim voê dobra sua quilometragem"

Hoje foi aniversário do João Armando, e ele recebeu a liderança da equipe, É claro que ele se comprometeu a pagar o jantar para os demais. No meio do caminho Flávio mandou um e-mail para o Sacha, um alemão que havia feito amizade quando fez o Caminho de Santiago. Tinham combinado, se desse certo, de nos encontrarmos para tomarmos algumas cervejas (eles é claro) à noite.

En koblenz visitamos o monumento que fica na esquina dos dois rios, mas toda a área estava em reforma. Fomos almoçar no centro e encontramos um restaurante muito simpático cujos pratos eram absolutamente fantásticos. Eu que não gosto muito de frango acabei pedindo um prato com o penoso, de tão atraenteque era a descirção. Olha, foi o melhor frango que experimentei. Os dois resolveram pedir um sorvete de queijo de cabra com mel de sobremesa. O gosto exótico acabou não correspondendo às expectativas.
Fotos de Koblenz:




Fomos ver os horários de barco, mas o último já havia saido, as 14:30, para Colônia. Era 15 horas naquele momento. De qualquer forma o barco chegaria somente as 20 horas. Fomos até a estação de trem e compramos passagens; Pegamos um trem as 15:48 e chegamos as 17:22..

Fomos para o hotel Lyskirchen ( http://www.hotel-lyskirchen.de/) que ficava há uns 700 metros da catedral e confirmamos o jantar com os amigos do Flávio para as 20 horas.

Fotos de Koln à noite:






A bicicleta é uma incrível fonte de amizades. Em 2005 fiz o caminho de Santiago. No meio do percurso encontrei um brasileiro que pedalava sózinho. Eu e o Irineu Masiero que pedalava comigo, almoçamos com ele, pedalamos algumas horas juntos e nos separamos. Na volta ao Brasil nos tornamos amigos, e depois junto com ele e o João Armando pedalamos pela Patagônia. Em São Paulo conheci, durante pedaladas de final de semana, seu primo Flávio, que agora está pedalando aqui comigo. É bem provável que algum dia eu venha a pedalar com o Sacha e seu amigo quando voltar aqui para a Europa. Esse lado social da bike é incrível.

Parabéns João Armando, Lider por um dia!

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