sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia 10 Colônia

Dia 10 - Colonia

Hoje o dia não foi de pedalar, ficamos em Colônia. Isso não quer dizer que ao chegar o final do dia não estivessemos muito cansados. Andamos praticamente sem parar das 9:30 as 23:30.

As onze encontramos nossa guia, Cristina, no escritório de turismo. Brasileira, vivendo há mais de 20 anos em Colônia mostrou-nos os detalhes da história dessa importante cidade alemã.

O ponto mais importante da cidade é a Catedral gótica que levou mais de 600 anos para ser terminada. Foi apenas no final dos anos 1800 que bateram o martelo quanto ao seu encerramento. Poupada dos pesados bombardeios das Segunda Guera, pode-se ver em seus murais, diferentes estilos e épocas da arte.






A cidade é periodicamente vítima da fúria das águas do rio. Para combater as enchentes a cidade adotou uma solução muito inteligente. Ao longo do rio são colocados e embutidos no chão uma base de parafusos que serve para fixar paineis de aluminio, que colocados lado a lado foram um dique de contenção das águas. Dessa forma não se criou uma barreira fixa que acabaria com a beleza da cidade.


Colonia segue uma tendência mundial revitalizando suas antigas áreas portuárias. Aqui, novos edifícios com arquitetura arrojada são construidos onde um dia guindastes trabalhavam sem parar para descarregar os cargueiros.


No final da tarde andamos pela ára de compras da cidade e encontramos uma loja sensacional para quem gosta de esportes, chamas-se www.globetrotter.de. Com quatro andares tem tudo o que se imagina para quem gosta das mais vairadas formas de esporte. Uma enorme piscina serve para os clientes testarem caiaques, aparehos de mergulho e outros objetos nauticos. Um freezer enorme serve para quem quer testar as roupas de frio. É realmente uma loja surpreendente.



Aqui também é possivel alugar bicicletas. Através de um cadastro prévio é possível retirar uma bicicleta em algum ponto da cidade e deixá-la em outro.



Resolvemos atravessar para o outro lado do rio para ver o ascendimento das luzes da catefdral. Na ponte que atravessamos existe uma prática curiosa. Milhares de cadeados são colocados na ponte por pessoas apaixonadas com o nome dos dois amantes. O ritual faz com que depois de travado, as chaves sejam jogadas no rio. Dizem que o relacionamento dura para sempre quando isso é feito.





A espera pelas luzes da igreja valeu.


Amanhã nosso destino será Duisburg.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia 09 - St. Goar - Colônia

Havia chovido na noite anterior. Pensei que seria mais um dia debaixo de chuva, mas para nossa sorte, um tímido sol se escondia atrás das nuvens. Me despedi do dono do pequeno e agradável hotel. Marx era o seu nome e ele fazia questão de lembrar que era igual ao nome de Karl Marx. Marx era um senho de 70 e poucos anos.

Perguntei a ele há quanto tempo tocava o hotel. Eu imaginava que ouviria algo como meu tatataravô começou aqui e depois foi passando de geração até chegar a ele. Recebi como resposta ^Desde fevereiro deste ano" . Acabou com minha teoria! Ele acrescentou que havia sido engenheiro e que depois da aposentadoria entrou no ramo de restaurantes e que agora ele e sua mulher assumiram aquele hotel.

O café foi um pouco magro comparando com os dos dias anteriores, mas também não estavámos muito preocupados pois iríamos fazer um pedalinho no parque, apenas 37 Km até Koblenz, local onde o rio Reno encontra o rio Mosel. De lá iríamos de barco ou trem até Colônia . Começamos a pedalada por volta das nove da manhã e chegamos ao nosso destino as 12:30.

O encantador cenário do Reno continuava o mesmo, mas nunca monótono, a cada curva do rio, uma pequena vila e um castelo que nos vigiava imponente no alto das encostas.


Aqui dá para sentir claramente o que era a história de reinos que lutavam entre si. Os castelos sofrendo o sítio de um exécito inimigo, Os reis fazendo casamento de conveniência, coisa que´ainda é usada hoje com muita frequencia, para unificar uma região. Pedalar por aqui é viver uma aula de história, no seu ritmo.






Hoje o Flávio acordou com o espírito do Lance Armstrong, hepta campêam do Tour de France. Estava duro conter os seus "sprints" ou disparadas.. Como eu e o João estavámos pedalando para curtir a paisagem, começamos a brincar com ele dizendo, ^Olha, dá uma corrida até a prõxima vila e depois volta para nos encontrar, assim voê dobra sua quilometragem"

Hoje foi aniversário do João Armando, e ele recebeu a liderança da equipe, É claro que ele se comprometeu a pagar o jantar para os demais. No meio do caminho Flávio mandou um e-mail para o Sacha, um alemão que havia feito amizade quando fez o Caminho de Santiago. Tinham combinado, se desse certo, de nos encontrarmos para tomarmos algumas cervejas (eles é claro) à noite.

En koblenz visitamos o monumento que fica na esquina dos dois rios, mas toda a área estava em reforma. Fomos almoçar no centro e encontramos um restaurante muito simpático cujos pratos eram absolutamente fantásticos. Eu que não gosto muito de frango acabei pedindo um prato com o penoso, de tão atraenteque era a descirção. Olha, foi o melhor frango que experimentei. Os dois resolveram pedir um sorvete de queijo de cabra com mel de sobremesa. O gosto exótico acabou não correspondendo às expectativas.
Fotos de Koblenz:




Fomos ver os horários de barco, mas o último já havia saido, as 14:30, para Colônia. Era 15 horas naquele momento. De qualquer forma o barco chegaria somente as 20 horas. Fomos até a estação de trem e compramos passagens; Pegamos um trem as 15:48 e chegamos as 17:22..

Fomos para o hotel Lyskirchen ( http://www.hotel-lyskirchen.de/) que ficava há uns 700 metros da catedral e confirmamos o jantar com os amigos do Flávio para as 20 horas.

Fotos de Koln à noite:






A bicicleta é uma incrível fonte de amizades. Em 2005 fiz o caminho de Santiago. No meio do percurso encontrei um brasileiro que pedalava sózinho. Eu e o Irineu Masiero que pedalava comigo, almoçamos com ele, pedalamos algumas horas juntos e nos separamos. Na volta ao Brasil nos tornamos amigos, e depois junto com ele e o João Armando pedalamos pela Patagônia. Em São Paulo conheci, durante pedaladas de final de semana, seu primo Flávio, que agora está pedalando aqui comigo. É bem provável que algum dia eu venha a pedalar com o Sacha e seu amigo quando voltar aqui para a Europa. Esse lado social da bike é incrível.

Parabéns João Armando, Lider por um dia!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dia 8 - Worms - St. Goar

Hoje usamos uma estratégia diferente. Ao invés de pedalar primeiro e tomar o trem no final do dia, invertemos e pulamos a parte industrial do Reno que ainda tinhamos que vencer. Tomamos um trem para Bingen, cidade que inicia a parte dos castelos do Reno até Koblenz.

A própria cidade tem um castelo, e uma torre numa ilha no meio do rio. Essa torre, conta a lenda, foi palco de uma história que não se sabe ser verdadeira ou lenda. O rei Hatto II nos anos de 980 se alojou na torre, numa das visitas que fez a cidade e foi atacado por centenas de ratos, morrendo dias depois. A partir daí a torre foi chamada de Torre do Rato.

Esse realmente é o trecho mais bonito do Rio. Agora, ele corre ladeado por dois paredões de montanhas que servem de cenário para vários castelos. Alguns em ruinas,outros transformados em hoteis ou restaurantes.

As pequenas vilas, esprimidas entre o rio e a montanha são casos únicos. Estão ali, quase que intocadas a mais de mil anos. É possível ver casas construidas no século XV ainda em uso. Suas vielas estreitas, a assimetria das linhas e o trabalho cuidadoso de quem mantém sempre vivas as floreiras, fazem dessas pequenas vilas um recanto mágico. Se tivessemos tempo pararíamos em todas, pois todas se parecem, mas todas são diferentes, com sua prõpria personalidade.

Chegamos a St Goar por volta das 17:30. A vila é a menor das cidades que já permoitamos. Menos de mil pessoas vivem aqui. Seu nome é homenagem ao Santo alemão que evangelizava por esta área e que fundou a cidade no século IV. São atribuidos a ele 38 milagres de cura.




Ficamos no simpatíco hotel Am Market (www.hotel-am-market-sankt-goar.de ) que fica em frente ao Reno na praça da igreja fundada pelo Santo da cidade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia 07 Baden Baden / Worms

Baden Baden fica um pouco fora das principais rotas de bike do Reno. Usei o velho método de quem tem boca vai a Roma. pedindo várias vezes informações, conseguimos pegar a estrada correta para chegarmos prõximo ao rio e ai usar o guia com as ciclovias alemãs.

O trajeto de hoje foi o menos atraente de todos. O motivo é simples entramos no trecho do Reno mais industrializado. Cidades grandes como Karlsruhe e uma paisagem monotona foram nossa contante paisagem. Para evitar a cidade grande resolvemos atravessar para o outro lado do rio para almoçarmos em Wort , local de uma das fábricas da Mercedes. Infelizmente chegamos no horário onde os restaurantes fecham para almoço. Duas da tarde e você não encontra mais restaurantes abertos. Acabamos comendo junkie food num posto de gasolina.

Descidimos pegar um trem para Worms, pois tinhamos que estar lá antes das 18 horas. O trem acabou fazendo conexão em Karlshuhe, que háviamos tentado evitar. Worms é uma cidade de tamanho médio para pequeno mas que teve muito importancia na idade média.

Um dos principais fatos que ocorreram por aqui foi o julgamento em 1521 de Lutero , o fundador da igreja Protestante. Worms também é muito importante para os judeus. A cidade abriga um cemitério que funcionou por mil anos e que recebe peregrinação para o túmulo de um importante rabino que foi interrado lã centenas da anos atrás.



A cidade foi totalmente arrasada no final da Segunda Guerra. Do centro da cidade, praticamente só sobrou a catedral.


*** fotos catedral agora e antes.


Memorial aos soldados

Apõs jantarmos fomos tomar um sorvete numa das 12 sorveterias do centro da cidade. Escutamos alguém falando português, depois outra pessoa respondendo. Quase todos os funcionários eram brasileiros de Santa Catarina. Foi um agradável fim de noite.

Dia 06 Baden Baden

Dia 06 Baden Baden

Estou atualizando do celular. O roamming da TIM é perfeito nessas ocasioes.
Hoje foi o primeiro dia sem pedalar. O combinado seria sair da cama as 9 para pegar o café da manhã. O esperto que aqui escreve esqueceu de desligar o alarme do celular e acordou as 6 da manhã. Enrolei um pouco na cama, levantei, voltei a deitar, mas o sono não voltou.

As 11 da manhã, nossa guia chegou, Maria Teresa era uma chilena que morava na alemanhã há 26 anos. Falante e muito educada, foi uma das melhores guias que já tive. Me surpreendeu o fato de ter seis filhos. Tudo bem, isso não tem nada com Baden Baden, mas como disse, ela era bem falante.

Fizemos o city tour entre onze e uma da tarde. Esta cidade parece a Argentina, de tantos superlativos que tem. É a cidade alemão com o maior percentual de áreas florestadas, 61%.. Dois dos melhores hoteis do país estão lá, o Btenner´s Park .e o Buhlerhole. Suas 12 fontes termais produzem diariamente 800 mil litros de água. Possui o mais antigo casino da Alemanha e tem o maior índice de ricos do pais. Além do casino, as corridas de cavalo são um dos atrativos da cidade. Com isso a moda para as mulheres ganha muitas lojas como chapelarias e alta costura.



A espinha dorsal da cidade é o caminho da Luz, uma área de bosques e jardins que corre por uns 3 Km e que tem no prédio do Casino sua maior atração. A cidade, com todo o seu verde, é muito bonita.

castelo

Os banhos são a marca registrada da cidade. Famosos desde o período dos romanos, por muito tempo, principalmente na idade média eles mais faziam mal do que bem. A causa não era a água,. mas a forma como a usavam.

As águas termais eram colocadas em tinas que eram compartilhadas por várias pessoas. Alguns ^tratamentos^ exigiam que as pessoas passassem o dia inteiro dentro das tinas. Lá elas conversavam, comiam, e repartiam suas próprias doenças com os demais.



Bem,. reconheco que a essencia do compartilhar as águas termais não mudou, mas agora com um pouco mais de conhecimento por parte de seus usuários. O prõximo vídeo mostra a "tina moderna" do balneário de Caracacala,(http://www.carasana.de/) um local fantástico para quem quer relaxar. Águas quentes para corpos cansados.



Pudemos ficar umas três horas nas termas e depois voltamos ao hotel e tivemos um jantar magnifico.

domingo, 6 de junho de 2010

Descida do Oberalpass na Suiça.

O vídeo mostrado abaixo foi feito no primeiro dia quando descemos de 2045m para 1500, em menos de 6 Km. Foi incrível. Amarrei a filmadora ZX1 da kodak ao guidão para poder fazer essa tomada. Sei que tremendo um pouco, mas acho que dá para passar a emoção da descida.



Espero que gostem. vou procurar colocar mais vídeos. Tudo depende da conexão de internet que encontro pelo caminho.

Dia 05 – Bad Krozingen – Baden Baden -118 Km

Dia 05 – Bad Krozingen – Baden Baden -118 Km
O dia amanheceu ensolarado, sem nuvens e com temperatura agradável. Depois do café da manhã pegamos a estrada para chegar até o Reno. Nosso destino foi a cidade de Breisach. Esse era um nome que me era familiar, mas não me lembrava o porquê.

No caminho cruzamos com muitas plantações de morango e com os agricultores fazendo a colheita.
Em Breisach, cidade dominada pela Igreja de São Estevão paramos para tomar café. Já eram 11 da manhã e com o mapa aberto na mesa verificamos nossas alternativas. Como estávamos sempre chegando muito no final da tarde e não aproveitando muito os locais que visitávamos, decidimos ir de trem o restante da viagem.


Dessa forma compramos um bilhete para Baden Baden. Teríamos que fazer duas baldeações, em Freiburg e Offenburg. Freiburg foi a chave para minha memória. Em 2008 quando pedalei de Paris até Istambul passei por aqui. Breisach era uma das cidades que me norteavam naquela época, porém eu tinha decidido cortar o caminho e fui direto a Freiburg. (WWW.expressodoorientedebike.blogspot.com).
Quando tentamos entrar com as bikes no trem em Freiburg, o vagão estava lotado de bikes. Tivemos que nos dividir, eu fui sozinho num vagão e o Flávio e João Armando em outro. Em Offenburg voltamos a nos unir e fomos num único vagão.
Quando chegamos em Baden Banden, por volta das 15 horas, Buscamos o endereço do Hotel e ele apontava uns 5 Km de distância. Achei estranho pois o hotel parecia ser central. Na maioria das cidade alemãs a estação fica no centro da cidade. Aqui não. Sem saber disso tínhamos a impressão de estarmos nos afastando da cidade pois havia muitos bosques no caminho. Fomos perguntando, perguntando e pelo menos sabíamos que estávamos na direção certa.
Num determinado momento apareceu um túnel. Entramos pedalando pela calçada estreita, não tinha mais do que 80 cm de largura. Depois de estar dentro é que percebi que era um túnel com 2.500 m de comprimento.
Foram uns dez minutos de pedalada muito tensas. Alguns carros buzinavam, provavelmente nos avisando que não poderíamos estar ali. Finalmente a luz no fim do túnel. Um velho alemão de dentro do seu carro esbravejava algo que eu não fazia a menor vontade de entender. Não tínhamos atrapalhado ninguém para ouvir aquelas grosserias.
De qualquer forma, em menos de dez minutos estávamos no notel Merkur, um hotel três estrelas superior, muito bonito. (WWW.hotel-mekur.com).

Fomos almoçar e retornamos ao hotel.



As 18 horas me encontrei com um dos donos que me apresentou o hotel. Vale a dica para quem vier por estes lados. O café da manha é ótimo também.

Conversando com ele sobre nossa chegada de bike, ele me perguntou: Eram vocês dentro do túnel? Eu disse que sim. Ele riu e falou que em dez anos nunca tinha visto ninguém pedalar ali dentro. Demos risadas e acabamos tomando um café.
Andamos pela cidade até umas nove da noite e depois formos descansar.



O calor por aqui está alto , mas ainda agradável. Amanhã não pedalaremos, vamos ficar mais uma noite por aqui e faremos uma visita guiada pela cidade.